Mulher é denunciada por feminicídio e retirada forçada de bebê em Cuiabá

 



NOTÍCIAS / CASO EMELLY

Mulher é denunciada por feminicídio e retirada forçada de bebê em Cuiabá

Da Redação

26 de Março de 2025 as 19:49

  Foto: Reprodução

A 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá denunciou, nesta quarta-feira (26), Nataly Helen Martins Pereira, acusada de um crime brutal que chocou Mato Grosso. Ela responde por feminicídio, tentativa de aborto, subtração de recém-nascido, parto suposto, ocultação de cadáver, fraude processual, falsificação de documento particular e uso de documento falso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Nataly assassinou a adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, que estava grávida de nove meses. O crime ocorreu no dia 12 de março deste ano, após a vítima ser atraída pela suspeita sob o pretexto de receber doações de roupas para a bebê que esperava.

Segundo a promotoria, Nataly imobilizou e asfixiou Emelly, realizando, em seguida, uma cesárea improvisada enquanto a jovem ainda apresentava sinais vitais. A denúncia destaca que o procedimento foi feito sem anestesia e causou sofrimento extremo à vítima. Após retirar a criança, Nataly ocultou o corpo da adolescente enterrando-o no quintal de sua residência.

O crime, no entanto, foi descoberto depois que a denunciada tentou se passar por parturiente ao procurar atendimento médico. Exames hospitalares descartaram a possibilidade de que ela tivesse dado à luz recentemente. Além disso, ela teria limpado o local do crime, falsificado um exame de gravidez e enviado mensagens para os familiares da vítima utilizando o celular da adolescente, numa tentativa de despistar as investigações.

Para o promotor de Justiça Rinaldo Segundo, o caso configura feminicídio, uma vez que Nataly agiu com menosprezo à condição de mulher de Emelly. "Ela tratou a vítima como um mero objeto reprodutor, reduzindo seu corpo à função de gerar a criança que desejava", afirmou o promotor.

As investigações revelaram que Nataly, mãe de três meninos e já submetida à laqueadura, desejava ter uma filha e passou a monitorar gestantes de meninas. Ela conheceu Emelly em um grupo de WhatsApp dedicado à troca de roupas e enxovais para bebês, onde teria arquitetado o encontro que culminou no crime.

O promotor também elogiou o trabalho da Polícia Civil, destacando que, apesar da tipificação de feminicídio só ter sido confirmada posteriormente, a atuação rápida e eficiente dos investigadores foi crucial para esclarecer o caso.










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