Gilmar Mendes diz que Judiciário vive “desordem” com supersalários

 



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Gilmar Mendes diz que Judiciário vive “desordem” com supersalários

Camila Abrão; Gazeta do Povo

24 de Março de 2025 as 20:38

  Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta segunda-feira (24) que o Poder Judiciário vive "um quadro de verdadeira desordem” ao permitir os supersalários da categoria. Ele apontou que é “fundamental” a discussão para estabelecer regras sobre as remunerações.

“Nós estamos vivendo um quadro de verdadeira desordem. A toda hora os jornais estampam novos penduricalhos e gratificações. É preciso que se estabeleçam regras seguras para isso”, disse o decano durante um evento promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Gilmar não descarta “falhas” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre disciplinar os penduricalhos dos magistrados. Para o ministro, há uma “leitura um tanto quanto extravagante” da autonomia financeira do Judiciário, que deveria evitar a dependência ao Poder Executivo.

“Não obstante, nós estamos vivendo esse festival, que é agregado inclusive com o tal pagamento de salários ou de remuneração atrasados, ninguém sabe quando começa isto, porque pode ir até o início dos tempos”, enfatizou Gilmar.

O teto do funcionalismo público é de R$ 46.366,19, valor correspondente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, os magistrados tem uma série de penduricalhos, como o Adicional de Tempo de Serviço (ATS), também conhecido como quinquênio.

“Na reforma do Judiciário de 2004, se fez um esforço enorme para encerrar com os penduricalhos, criando subsídios. Mas, no Brasil, considerando inclusive a velocidade dos tempos, os subsídios foram ficando ultrapassados. Nesse contexto foram gerando-se novas gratificações, ou velhas gratificações foram restauradas, e nós estamos em uma fase extremamente preocupante, em que não sabemos bem qual é o critério que deve prevalecer”, disse o ministro.

Em dezembro de 2024, entidades e associações do judiciário se uniram contra a proposta do pacote fiscal que pretendia limitar os pagamentos acima do teto de remuneração do funcionalismo. A PEC do governo proibia “verbas indenizatórias” acima do teto (de R$ 44 mil por mês à época) sem a devida previsão em lei complementar.










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