Vereadores de Juína aprovaram 30% dos projetos até agora em benefício próprio

 



NOTÍCIAS / A FARRA

Vereadores de Juína aprovaram 30% dos projetos até agora em benefício próprio

Repórter em Ação

26 de Março de 2025 as 20:01

  Vereadores posam para foto oficial de posse. No centro, o prefeito Paulo Veronese e o vice, Irmão Geremias - Foto: Maurílio Jr. / Repórter em Ação

Nesta quarta-feira, o jornalista Luiz Pereira (Bil Luiz) fez duras críticas à atuação da nova composição da Câmara Municipal de Juína. Bil, que foi candidato a vereador em 2024 e recebeu 506 votos – uma quantidade superior à de alguns parlamentares eleitos, incluindo o atual presidente da Casa, que obteve 464 votos – cobrou mais responsabilidade dos vereadores.

“É mais um tapa na cara da sociedade que, ao longo dos 90 dias dessa nova Câmara, desse novo presidente, que já mostrou a que veio. Veio para buscar benefícios próprios”, afirmou o jornalista.

Bil também criticou diversos benefícios aprovados pelos parlamentares nos primeiros 90 dias de atuação. Ele destacou que algumas medidas têm impactado diretamente os contracheques dos 13 vereadores.

“Enquanto você, cidadão, fica na fila da UPA, aguardando o SUS, está no hospital municipal, os vereadores agora querem ter um plano de saúde no valor de R$ 800. Além de beirar o absurdo, nós temos outras propostas semelhantes que já foram aprovadas dentro desses 90 dias”, criticou.

Outro ponto levantado pelo jornalista foi a mudança no horário das sessões da Câmara, que antes ocorriam às 19h e agora passaram para as 9h da manhã.

“Faz questão de excluir a população dos debates. A população que trabalha e não recebe auxílio plano de saúde, nem diária e nem verba indenizatória, não pode mais participar das sessões”, destacou Bil Luiz.

Um levantamento do jornalista, aponta que cerca de 30% dos projetos discutidos nessa legislatura beneficiam diretamente os vereadores.

“Pasmem! Dos 12 projetos de leis que já foram discutidos nessa nova legislatura, quatro deles são em benefício próprio dos vereadores”, denunciou.

O investigador de polícia civil Dito Costa, que também foi candidato a vereador e recebeu 361 votos, endossou as críticas.

“É preocupante, haja vista que entraram alguns vereadores novatos em quem eu mesmo apostei que teríamos mudança, mas, ao meu ver, está pior. Infelizmente, o posicionamento deles está desagradando a sociedade juinense”, comentou.

 

“PLANO SAÚDE” - O POLÊMICO PROJETO Nº 12

O Projeto de Lei nº 12, lido na última sessão, que propõe a criação de um plano de saúde no valor de R$ 800 mensais para vereadores e servidores da Câmara, gerou grande repercussão na cidade.

O projeto é de autoria da mesa diretora, liderada pelo presidente da Casa, vereador Aelcio Moreira (Neguinho Borracheiro), e também conta com as assinaturas de Alessandra Maldonado (vice-presidente), Vitor Gabriel e Vanderlei Monteiro (Delei Locutor), 1º e 2º secretários, respectivamente.

Vitor Gabriel, o vereador mais jovem eleito na história de Juína, afirmou que sua assinatura no projeto foi uma formalidade e que isso não significa necessariamente que votará a favor da aprovação.

O projeto ainda passará pelas comissões, que terão um prazo de 15 dias para emitir pareceres. Apenas após essa etapa, o presidente poderá pautá-lo para votação no plenário.

 

REPERCUSSÃO NA CÂMARA E NA POPULAÇÃO

As críticas de Bil Luiz e de outros populares, provocaram reações na Câmara. O vereador Ailton Barbosa (Neguinho da 4) afirmou em um grupo de WhatsApp que não considera o projeto imoral.

“Eu não vejo imoralidade nisso, porque em todos os lugares está tenso isso aí. A gente vem há muito tempo com esse negócio de imoralidade que o povo vem falando, mas nada está bom para o povo! Nós estamos fazendo a lei que em todo lugar está tendo”, disse o parlamentar.

Já o presidente da Câmara, Aelcio Moreira, declarou ao site Juína News que, se o projeto receber parecer favorável das comissões, o Legislativo “pode não ceder à pressão popular”.

Aelcio defendeu a proposta afirmando que os R$ 800 seriam “um recurso para ajudar servidores e vereadores, com total prestação de contas”. Ele também criticou os opositores do projeto, dizendo que “não têm entendimento correto do assunto”. No entanto, à Band FM, o vereador se negou a dar explicações.

 

OUTRO PROJETO POLÊMICO

Além do PL nº 12, tramita na Câmara um projeto que, se aprovado, criará verba indenizatória de R$ 4 mil para secretários municipais e de R$ 4,5 mil para o prefeito. O projeto ainda aguarda parecer das comissões.

A polêmica envolvendo os projetos e as críticas da população colocam a Câmara Municipal de Juína no centro das discussões públicas. A pressão popular pode influenciar nos rumos dessas propostas, e a sociedade aguarda as próximas decisões dos vereadores.










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